Boo Box

Damos valor ao importante?

   Estava lembrando de quando fui em uma igreja á um tempo atrás. Um grande templo. Várias pessoas, vários doutores, vários professores, vários varredores de ruas, pessoas de todas as classes, de todos os gêneros , de todas as cores, de todas as... ops, ei! pera la! O quão eu sou hipócrita em separar as pessoas em um modelo de organização social e política estabelecida em minha época. É isso mesmo, um erro meu ? Talvez.

    Mas,continuando. Começa o culto, todos ali adorando e exaltanto o Rei com canticos novos , hinos da harpa cristã, tudo uma benção. A salva recolhendo o dízimo é passada, o apóstolo começa a pregar o seu sermão da noite e enfim, ele convoca pessoas em frente ao púlpíto para uma oração.

   Mais de 150 pessoas prontamente lá na frente estão. Coisa bonita de se ver, linda, maravilhosa, estão ali contemplando os céus com momentos intensos de uma oração coletiva. Mas aí chegou a hora em que eu não gostei nenhum pouco e não pude deixar de reparar na ordem em que as orações foram feitas. O apóstolo começou orando nesta ordem: pelos empresarios, pelos doutores, pelos políticos, pelos de renda de classe média, e pelos restantes.

Não faço por ser. Faço por que eu sou.

“ Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tiago 2:18)

  Desde o começo está tudo explicado que toda a criação obedece à lógica simples de dar fruto segundo a sua espécie (Gn 1:11). No qual que é impossível uma árvore que gera frutos mals gerar frutos bons.

  Vivemos (teoricamente) debaixo da compreensão de que nada que fazemos nos torna aptos a entrar no céu pelo esforço em si mesmo; e igualmente nada que façamos possui o poder de nos tirar do céu. Mas cada pequena ação aponta para o caminho que estamos percorrendo, segundo a nossa natureza (identidade). Se o da santificação, através de constantes confrontos em nosso caráter (Jo 15:2), ou o da perdição, revelado mediante a hipocrisia de uma árvore frondosa que não possui nada além de sombra.
 
   Produzir sombra (lugar de aparente descanso) no Reino de Deus não possui valor algum, visto que o próprio Deus é quem ilumina a todos nós (Ap 21:23). Ou seja, não precisamos necessariamente nos esforçarmos para produzir fruto, mas basta que saibamos com clareza se somos mesmo parte do Reino de Deus ou não.

   Não evangelizamos ou cuidamos das pessoas para agradar a Deus. Mas por que somos o povo de Deus, naturalmente fazemos aquilo que é parte de nossa NATUREZA TRANSFORMADA.

Ari Jr

Quero, logo posso.


  Nesses últimos dias, eu tenho visto e ouvido, não uma ou dias pessoas que se limitam a mudança de vida.
  Quando ministro na igreja, e faço aquela pergunta clássica:  - Quem quer mudar de vida, ter uma vida cheia da graça de Deus, sendo melhor a cada dia ?! - Toda a igreja levanta as suas mãos. Porém, ao chegar para conversar no particular com algumas pessoas, se percebem que estão acomodadas e se sentem bem do jeito que estão.

  Tem uma passagem na bíblia muito interessante que fala assim. "Posso todas as coisas naquele que me fortalece" - Você pode mesmo ?! Que tal começar a poder mudar de atitudes, deixar velhos hábitos e começar uma vida realmente de compromisso com Deus, vivendo por fé e não por vista como a bíblia diz.

  Quer vencer o mundo ? Use a sua fé. " O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vende o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o filho de Deus" 1 Jo 5: 4-5.

Palavrantiga : A Arte sem rótulo Cristão


  Luzes no palco, rock em alto volume e uma multidão de braços erguidos, em balanço sincronizado e sorriso aberto. No microfone ao centro, um jovem barbudo de cabelos cacheados empunha uma guitarra, cambaleia pelas melodias como um equilibrista bêbado, enquanto outros três amigos guiam com segurança o ritmo que faz bater o pé dos ouvintes mais contidos.

  As camisetas estampam mensagens de atitude, denunciam a fé e o vigor juvenil dos integrantes do Palavrantiga. "Feito de barro", exibe discretamente no peito o vocalista Marcos Almeida, enquanto espalha sua feliz mensagem de esperança em melodias melancólicas. É noite de sexta-feira e, ao meu lado, centenas de homens e mulheres acompanham cada verso a plenos pulmões.

  A cena toda ocorre dentro da igreja Missão Praia da Costa, em Vila Velha (ES). Ao fim do espetáculo - que em nenhum momento deixa de parecer um culto - me identifico, conheço de perto os integrantes da banda, sou lembrado pela sincera crítica feita ao disco - da qual pude me explicar mais tarde -, e combinamos um almoço para o dia seguinte. Cantarolando as músicas novas que embalaram a noite, volto para casa e espero o horário marcado.